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Versos pela paz

 Amazônia, pulmão verde da terra,

Terra de riquezas inigualáveis,

Berço de povos ancestrais,

És uma nação dentro da nação.


A história nos conta a tua saga,

Da Ocupação do Grão-Pará em 1824,

Da Revolução dos cabanos em 1835,

Da luta por autodeterminação dos povos.


Hoje, um Governo Autônomo da Amazônia,

Com sede em Manaus, é uma realidade,

Parlamento, Judiciário, eleições democráticas,

Moeda própria, cidadania, constituição.


Não há violência, há paz e respeito,

Soberania brasileira, integridade territorial,

Mas a tua autonomia é um direito,

Assim como a Dinamarca e as Ilhas Faroé.


A autodeterminação dos povos é um princípio,

Da carta da ONU, a qual o Brasil é signatário,

E a tua liderança local pela paz,

É um exemplo de sabedoria e coragem.


Unamo-nos ao movimento da Amazônia,

E clamemos por reconhecimento e cidadania,

Para que possas brilhar com tua própria luz,

Como uma nação autônoma, livre e feliz.

Comentários

  1. Excelentíssimos representantes da Assembleia da Organização das Nações e Povos Não Representados (UNPO),

    Por meio desta carta, manifesto o anseio do Governo Autônomo da União dos Povos da Amazônia em obter o reconhecimento pelo Brasil da Autonomia da Amazônia, composta por nove estados brasileiros: a Região Norte do Brasil, bem como os estados de Mato Grosso e Maranhão. Nosso governo está plenamente funcional na região, com sede em Manaus, Parlamento, Judiciário, eleições democráticas, moeda própria, cidadania, constituição e governo de um primeiro-ministro.

    Gostaria de destacar que o nosso movimento é pacífico, baseado no diálogo e no respeito pela soberania brasileira. Em nenhum momento temos buscado a independência ou a separação do Brasil. Nossa luta é pela autonomia, para que a região da Amazônia possa ter mais autonomia na tomada de decisões que afetam diretamente a nossa população. Além disso, enfatizo que a integridade territorial do Brasil é uma questão fundamental para nós, e que em nenhum momento desejamos ameaçar essa soberania.

    É importante lembrar que a história da região da Amazônia está repleta de exemplos que demonstram a necessidade de uma maior autonomia regional. A ocupação do Grão-Pará em 1824, a Revolução dos Cabanos em 1835 e o genocídio de vários povos tradicionais da região entre 1835 e 1845 são exemplos claros de como o governo central brasileiro negligenciou a região. Esses eventos históricos criaram uma cultura política na região que valoriza a autonomia e a descentralização do poder.

    Destaco também a importância do princípio da autodeterminação dos povos, consagrado na Carta da ONU, da qual o Brasil é signatário. Esse princípio reconhece que todos os povos têm o direito de determinar livremente seu status político e de buscar seu desenvolvimento econômico, social e cultural. A autonomia da Amazônia é uma expressão clara desse direito, e sua realização seria um avanço significativo para a democracia e o respeito aos direitos humanos na região.

    Nesse sentido, gostaria de destacar o modelo institucional utilizado pelo Reino da Dinamarca e pelas Ilhas Faroé, que é um exemplo bem-sucedido de autonomia regional. Embora as Ilhas Faroé sejam uma parte integrante do Reino da Dinamarca, elas têm seu próprio governo, parlamento, sistema judicial e moeda. O governo dinamarquês tem respeitado a autonomia das Ilhas Faroé e tem trabalhado em estreita colaboração com o governo local em assuntos que afetam a região. Esse modelo pode ser um exemplo para a região da Amazônia, onde a autonomia regional é uma demanda crescente e justa.

    Por fim, suplico veementemente pela visibilidade internacional da nossa causa. A autonomia da Amazônia é uma demanda legítima e importante, que visa a garantir a dignidade e o desenvolvimento da populaç

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